Exposição ‘Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira’ com peças de mais de 800 mil anos também pode ser visitada
O Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu, o primeiro museu arqueológico do Estado do Rio de Janeiro, está de portas abertas ao público. Localizado no Parque Histórico de Iguassú Velha, em Tinguá, o museu estreou com a exposição “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, que reúne peças com mais de 800 mil anos de história.
O acervo contempla a ancestralidade africana, apresenta objetos de colonizadores europeus e destaca achados arqueológicos da própria região. “O visitante vai se deparar com um conjunto de materiais daquela época: louças francesas e inglesas, xícaras, vidros, garrafas, cerâmicas, metais e ferramentas”, explicou o arqueólogo Diogo Borges.

Anos de história
No século XIX, a antiga Vila de Iguassú teve papel estratégico no escoamento da produção de café, base da economia do Império. A carga chegava do interior pela Estrada Real do Comércio, era organizada na vila e embarcada em um antigo porto que funcionava na região. De lá, as embarcações seguiam pelo rio até a Baía de Guanabara.
Além de expor o passado, o museu se propõe a multiplicar conhecimento. Mais de 200 mil fragmentos arqueológicos já foram identificados durante as escavações. Todo o material passa por processos de higienização, catalogação e pesquisa.
“Começamos a perceber que este território é vivo de memória, não um espaço vazio, como muitas vezes a Baixada é retratada. É uma região frequentemente marginalizada, mas aqui estamos propondo outra perspectiva e estimulando essa reflexão”, completou Diogo Borges.
A entrada no museu é gratuita, com visitas abertas às sextas-feiras, sábados e domingos.
Fonte: G1 e Diário do Rio
