Secretaria de Polícia Penal do Rio monitora o surgimento de uma nova facção criminosa nos presídios

Ricardo Wolffenbüttel/SECOM

A movimentação nas cadeias tem sido observada. Novo grupo pode conter ex-integrantes da facção Povo de Israel (PVI).

A possibilidade do surgimento de uma nova facção criminosa no Estado do Rio tem deixado as autoridades de segurança em alerta. O sistema penitenciário já observa nos presídios a movimentação de dissidentes do PVI, facção chamada de “Povo de Israel”, após a morte do líder da organização, Avelino Gonçalves Lima, de 54 anos, no ano passado.

Servidores da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) já relataram ao menos 60 detentos que teriam migrado para a nova facção. Há informações que o grupo já esteja recebendo integrantes em diferentes unidades prisionais do estado. A nova facção disputa na cadeia espaço com membros do PVI.

O novo grupo foi batizado como Primeiro Comando do Golpe e a disputa por território dentro das cadeias já tem sido frequente. Episódios de violência, incluindo ameaças de morte, agressões e incêndios já foram notificados.

Para intervir e impedir o avanço dos confrontos, a Seppen passou a adotar medidas de inteligência e controle. Isolamentos têm sido aplicados para conter atos de violência.

A facção Primeiro Comando do Golpe não é a primeira a ser formada dentro das cadeias, a Povo de Israel também nasceu do sistema penitenciário. Diferentemente das demais com mais tempo de existência, o PVI não possui territórios fora das unidades prisionais. Segundo o Seppen, os detentos que compõe o PVI são considerados “neutros” e não são ligados ao Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro ou Amigos dos Amigos.

A observância sobre o Primeiro Comando Golpe se dá para evitar que a nova facção se consolide como uma quinta facção a integrar o poder paralelo do Rio. A existência de integrantes em mais de uma unidade prisional é considerada um grave sinal de alerta.

Fonte: Agenda do Poder.

 

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