Foto: Agência Brasil
Não houve consenso na reunião realizada ontem (23). Categoria avaliou que a proposta é baixa e sindicato passará a negociar diretamente com a empresa
Após a reunião realizada nesta quinta-feira (23), na sede do Sindicato, em Rocha Miranda, zona norte do Rio, os rodoviários decidiram manter o estado de greve por não conseguirem chegar a um consenso com a Rio Ônibus, sindicato patronal.
Durante a assembleia a categoria considerou insuficiente a proposta de reajuste de 5% e o aumento de 6% na cesta básica oferecidos pela Rio Ônibus. Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, a classe entendeu que não houve avanços nas principais reivindicações e, por isso, o estado de greve seria mantido.
Os rodoviários reivindicavam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de aumento no vale-alimentação e adoção da jornada de trabalho na escala 5×2. Durante a paralisação, promovida pela classe no final de junho, vários transtornos foram relatados pelos passageiros.
A intervenção do Ministério Público consolidou a suspensão da greve até as próximas assembleias. Como a reunião realizada ontem acabou sem acordo consensual, o tratamento, a partir de agora, será dado diretamente às empresas.
“A negociação será por empresa. Então, a empresa que continuar com irregularidade pode haver paralisação na empresa, por empresa, porque a categoria entende que assim não trará maiores transtornos para a população”, afirmou à imprensa o presidente do sindicato, Sebastião José.
Nesta etapa em tratamento direto com as empresas de ônibus, onde houver entendimento serão assinados acordos coletivos de trabalho. Já para as empresas com pendências trabalhistas as paralisações pontuais não estão descartadas.
O resultado da assembleia será encaminhado ao TRT-RJ. O dissídio coletivo seguirá tramitando no tribunal até uma decisão sobre as reivindicações dos trabalhadores.
*Com informações do Jornal O Dia.
