Fim da Escala 6×1: Alcolumbre mantém agenda para votação e Senado realiza a primeira das cinco sessões agendadas

Foto: Divulgação

Mesmo com pressão contrária à votação realizada por senadores ligados a Flavio Bolsonaro, PEC deve ser votada até 15 de outubro.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) manteve a agenda de votação da PEC sobre o Fim da Escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Nesta terça-feira (06), a primeira das cinco sessões agendadas aconteceu. A previsão é que até 15 de outubro a Proposta de Emenda a Constituição seja votada.

Alcolumbre assegurou que irá cumprir o rito regimental da Casa que inclui as cinco sessões antes da votação em primeiro turno. Após a votação em primeiro turno estão previstas novas três sessões de deliberação antecedendo o segundo turno.

Para ser aprovada, a PEC necessita contar com o mínimo de 49 votos favoráveis da Casa, correspondendo a 60% do apoio dos 81 senadores, nos dos turnos da votação.

Pelos bastidores do Senado a expectativa é que em todos os atos as sessões sejam presididas regularmente pelo próprio presidente, Davi Alcolumbre. Após conversas de alinhamento com o governo federal, Alcolumbre tem se demonstrado favorável à emenda e a realização da votação.

Oposição faz pressão para barrar

Pelos bastidores em Brasília há um direcionamento para entraves vindos dos senadores que apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Após o resultado do primeiro turno das eleições, que confirmou o confronto de Flávio contra o presidente Lula, com um certo favorecimento numérico, o temor pelas respostas nas urnas teria diminuído.

O Rio 360º apurou que há um suposto alinhamento para o não comparecimento de senadores nos dias das sessões em que a PEC será discutida. O quórum abaixo do exigido regimentalmente poderá protelar e retardar a agenda definida pela Casa.

A tentativa de obstrução teria iniciado ontem (06) com a primeira que estava programada. A abertura da sessão aconteceu com 47 senadores presentes. Nenhum deles era do PL, conforme mostrava o painel. O senador Efraim Filho (PL-PB) foi o primeiro do partido a registrar presença bem depois da sessão já ter iniciado.

Os senadores ligados ao grupo político de Flávio Bolsonaro veem a PEC como “eleitoreira” e muito favorável a campanha de reeleição do Presidente Lula. O governo, por sua vez, já manifestou vontade de dar publicidade aos nomes que se opuseram ou causarem entreves a tramitação da PEC que é vista como muito popular.

Com informações do G1 / Agência Brasil

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