Foto: Rafael Peixoto
Petista chega a seu quarto e último mandato, com 51,79% dos votos, após perder o primeiro turno para o senador Flávio Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito no domingo (25) para seu quarto mandato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio, que representou 48,21%.
Esta é a primeira vez que um candidato que havia ficado em segundo lugar no primeiro turno muda o resultado e ultrapassa o oponente na etapa final da disputa desde a criação da Constituição de 1988.
A campanha de Lula tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua. Nas redes, ele adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor, e a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.
Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais, ampliando a campanha pró-Lula. Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos espontâneos. Movimentos sociais e estudantis organizaram mobilizações nas diversas cidades do país.
A redução da abstenção e dos votos brancos e nulos também levou os índices a patamares históricos. O percentual de pessoas que não foram às urnas é o menor em 20 anos. Já a soma de branco e nulo atingiu o menor patamar do século.
Minas Gerais manteve a tradição de espelhar o resultado nacional e foi o único estado em que Lula conseguiu virar a disputa contra Flávio Bolsonaro no segundo turno. O petista venceu com 50,43% dos votos, ante 49,57% do adversário, que havia liderado no primeiro turno. Lula também ampliou sua votação em todos os estados e no Distrito Federal entre os dois turnos.
Fontes: Agência Brasil e Globo
