Brasil completa um ano fora do Mapa da Fome

Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil)

Desafio ainda é reduzir a insegurança alimentar grave que atinge cerca de 6,5 milhões de pessoas

Há um ano, o Brasil deixou o Mapa da Fome resultando em menos de 2,5% da população com risco de subnutrição ou falta de acesso à alimentação suficiente, porém, especialistas afirmam que para manter esse resultado vai depender da continuidade e da ampliação de políticas públicas em várias áreas.

Mesmo sendo o menor patamar da série histórica, dados apontam que no país cerca de 6,5 milhões de brasileiros estão em situação de insegurança alimentar grave. Pesquisadores e gestores da área avaliam que o cenário ainda exige atenção, sobretudo para evitar retrocessos e alcançar a parcela da população que segue em condição mais vulnerável.

Para o pesquisador Lucas de Almeida Moura, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Combate à Fome, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o combate à insegurança alimentar não está centrado somente na oferta de alimentos, mas na criação e na manutenção de toda uma estrutura complexa que vai garantir o acesso adequado à alimentação. Isso envolve a garantia de uma renda mínima, educação, acesso à água, esgotamento sanitário, segurança pública e emprego.

No governo federal, a meta é manter a alimentação adequada e saudável como um direito efetivo para toda a população. De acordo com a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento Social, Valéria Burity, a prioridade é incluir as pessoas que ainda vivem sob risco alimentar nas políticas públicas, com apoio também a estados e municípios.

Entre as ações apontadas como decisivas para a melhoria do cenário está o Plano Brasil sem Fome, que articula medidas de proteção social, apoio à agricultura familiar, reajuste da alimentação escolar, fortalecimento de cozinhas comunitárias e iniciativas voltadas à geração de renda e acesso à comida.

 Fonte: Agência Brasil

 

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