Greve de ônibus no Rio atrapalha a chegada dos cariocas no trabalho

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A justiça determinou que, pelo menos, 50% da frota esteja nas ruas, mas passageiros se queixam da ausência dos coletivos.

Além do jogo do Brasil, a greve dos ônibus no Rio leva tensão aos cariocas nesta segunda-feira (29). Passageiros têm se queixado da ausência de coletivos e muitos relatam que não conseguiram chegar ao trabalho por causa da greve. A imagem dos pontos de ônibus lotados esta manhã dominaram as redes sociais; Eduardo Cavaliere, prefeito da cidade, alega que equipes estão nas ruas para dar suporte.

Desde as primeiras horas da madrugada desta segunda já era possível perceber um esvaziamento pelas ruas do Rio. A greve afetou diretamente a vida das pessoas que dependem dos ônibus para chegar ao trabalho e demais compromissos. Muitos passaram horas nos pontos e não conseguiram chegar.

Tive que ir correndo para o trem porque não passava ônibus de jeito nenhum. Cheguei no Centro quase 1 hora atrasada. Patrão não falou nada, mas é chato né? É sempre a gente que não tem nada com isso que paga o pato,” afirmou uma moradora de Cascadura, zona norte, que não quis se identificar.

Os relatos nas redes sociais narram que o sistema BRT também está prejudicado. Quem frequenta as estações dos modais diariamente afirmou que houve superlotação, “terminal Deodoro tá impraticável… Saindo gente pelo ladrão e nem sombra de ônibus por aqui”, informou uma passageira ao Rio 360º por mensagem.

A greve não afeta o transporte intermunicipal e os ônibus que partem de municípios da Baixada e de outras regiões circulam em normalidade, e tem se apresentado como uma das soluções de quem precisa chegar ao trabalho.

“Peguei o 138 (Caxias x Nilópolis) em Anchieta e corri para o metrô. Só assim para chegar em Irajá hoje… Paguei mais caro, mas cheguei… fazer o quê?” disse Luzia das Neves, vendedora.

Entenda a greve

A paralisação que acontece no Rio deu início às 0h desta segunda. A decisão sindical da categoria dos rodoviários municipais foi confirmada na noite deste domingo (28). Os rodoviários reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de aumento no vale-alimentação e adoção da jornada de trabalho na escala 5×2.

O TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1º Região) determinou que 50% da frota permanecesse nas ruas para atender à população. Segundo a Rio Ônibus, 860 carros estão nas ruas.

A desembargadora do TRT-1, Maria Helena Motta, fixou multa de 50 mil aos sindicatos caso o mínimo determinado não esteja nas ruas. A magistrada alegou que os movimentos sindicais não são impedidos de realizar greves, desde que o exigido pela decisão judicial seja respeitado, “o direito de greve é garantia constitucional de extrema relevância, contudo deve coexistir harmoniosamente com a continuidade das atividades essenciais indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade,” disse a magistrada.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a greve será mantida e garantiu que a classe respeitará a decisão judicial.

Trens e Metrô funcionam normalmente

A empresa TrensRJ alegou que há reforço na operação nesta segunda. Os intervalos das composições (Ramais Japeri, Santa Cruz, Deodoro e Saracuruna) vão de 8 a 9 minutos. Apenas o Ramal de Belford Roxo circula com uma média de 15 minutos.

O MetrôRio também afirmou que ampliou a operação para suprir o aumento da demanda.

 

*Com informações do Jornal O Globo.

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