Foto: Reprodução Online
Felipe Marques Monteiro foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) cogita realizar uma homenagem em memória do piloto da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, que foi baleado em serviço, durante uma operação, e dias depois faleceu. A proposta partiu da deputada Martha Rocha (PDT), que é ex-chefe da Polícia Civil do Rio. A parlamentar deseja conceder a Medalha Tiradentes post mortem, maior honraria a ser concedida pela Casa.
A concessão da Medalha Tiradentes post mortem representa um ato legislativo oficial do Parlamento que homenageia personalidades já falecidas, em reconhecimento aos atos de bravura exercidos por elas em vida. A condecoração costuma ser aprovada para agentes de segurança pública, no intuito de preservar e honrar a memória dos civis que lutaram pelos direitos humanos e pela democracia do Brasil.
“A trajetória do Felipe foi exemplar. Ele viveu o que o hino da Polícia Civil diz: colocar a sua vida em prol da população. E nada mais justo do que também homenagear esse servidor com uma Medalha Tiradentes“, justificou Martha Rocha.
O presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), também elogiou a bravura do agente e reforçou a importância de a Segurança Pública do Rio contar com profissionais com esse nível de comprometimento.
“Acho que todos nós sentimos muito essa perda. O comandante colocou a própria vida em defesa da sociedade de bem do Estado do Rio. Ele esteve hospitalizado, lutando ao lado da família. Hoje, manifestamos nossa solidariedade, por meio desta Presidência e em nome de todo o Parlamento“, afirma Ruas.
Durante a Sessão Plenária realizada hoje na Casa foi concedido um minuto de silêncio em prol da memória do agente e em solidariedade à família e amigos de Felipe.
Última homenagem
O corpo do policial foi levado em cortejo nesta terça (19) pelas ruas da cidade. A homenagem realizada por colegas da Polícia Civil e de outras corporações começou na Lagoa, antigo posto de trabalho de Felipe, e passou por vários bairros da Zona Sul do Rio até chegar ao Crematório da Penitência, na Zona Norte do Rio, onde ocorreu o velório.
Felipe foi baleado em março do ano passado e desde então lutava pela sobrevivência. O agente foi atingido enquanto pilotava a aeronave que dava suporte à Operação Torniquete. Ainda em dezembro de 2025, Felipe chegou a receber alta hospitalar para iniciar um processo de reabilitação, mas apresentou complicações no quadro de saúde e precisou ser internado novamente.
Para a condecoração ser efetivada, será necessária a apresentação de um Projeto de Resolução levado à votação na Casa.
*Com informações da ASCOM Alerj / G1 / CNN Brasil
