Operação da PF mira esquema de corrupção na alfândega do Porto do Rio

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vitória, no Espírito Santo

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28), a Operação Mare Liberum para investigar um esquema de facilitação de contrabando e descaminho na alfândega do Porto do Rio de Janeiro. A ação tem apoio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ligado ao Ministério Público Federal (MPF), e da Corregedoria da Receita Federal.

A operação visa cumprir 45 mandados de busca e apreensão no Estado do Rio e no Espírito Santo. Além disso, 17 auditores fiscais e oito analistas tributários, suspeitos de envolvimento nos crimes, foram afastados. Segundo os órgãos envolvidos, esta é a maior operação já realizada pela Corregedoria da Receita Federal.

As investigações começaram em 2022, a partir de mecanismos internos de controle e de denúncias, e apontam a existência de uma organização criminosa formada por servidores públicos, despachantes aduaneiros e empresários. Os autores poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros.

De acordo com a apuração, o grupo atuava para viabilizar o desembaraço irregular de mercadorias mediante pagamento de propina. Foram identificadas quase 17 mil declarações de importação com indícios de irregularidades, envolvendo cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026. O pagamento de vantagens indevidas aos envolvidos é estimado em dezenas de milhões de reais.

Também foram apontadas práticas como redução indevida de tributos, reversão irregular de penalidades e redistribuição direcionada de processos.

Fontes: CNN e O Dia

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