Ex-governador Cláudio Castro é novamente alvo de operação da PF

Ex-governador Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ele é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto Charles Júnior – TV Globo

Ação é contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master

O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master. Os agentes ficaram cerca de 3 horas na residência e deixaram o edifício, num condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, às 9h10.

O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhou as buscas “com serenidade”.

A PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Ao todo, os agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio e em Brasília.
Em comunicado, a PF informou que “a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Nesta fase, apura-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”.

Outra operação
Esta é a segunda vez que o ex-governador foi alvo da Polícia Federal. Em 15 de maio, agentes também estiveram no seu apartamento. Na ocasião, a ação investigava a atuação do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para esconder bens e movimentar recursos ao exterior.

Na residência, um celular e um tablet foram apreendidos. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal.

*Fontes: G1 e CNN

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