O ministro Flávio Dino decretou a quebra de sigilos bancários e telemáticos de Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy
Os deputados federais do PL-RJ, Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, foram alvos, na manhã desta sexta-feira (19), da Operação Galho Fraco da Polícia Federal (PF) que investiga o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.
Somente na casa de Sóstenes foram apreendidos R$ 430 mil em espécie. A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.
Na residência de Carlos Jordy não foi encontrado dinheiro vivo. Ele afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.
O ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a quebra de sigilo bancário e telemático (telefônico, eletrônico etc.) dos deputados entre 2018 e 2024. Na decisão que autorizou as diligências, Dino destacou que a investigação revelou “elevadas movimentações financeiras de vários investigados, sem identificação da origem dos recursos”, mencionando valores que superam milhões de reais atribuídos a pessoas físicas e jurídicas sob apuração, bem como transações fracionadas e saques em espécie.
A operação desta sexta é desdobramento de outra que ocorreu há exatamente um ano, em 19 de dezembro de 2024, quando assessores de Sóstenes e Jordy entraram na mira da PF, que investigava denúncias semelhantes.
Fonte: G1, CNN e Metrópoles