Como justificativa, a Polícia Federal (PF) aponta que o ex-deputado estaria atualmente em um “lugar incerto e não sabido”
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é alvo de uma notificação da investigação por abandono do cargo de escrivão da Polícia Federal. A publicação está no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16), e ele tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa no processo.
Como justificativa, o documento afirma que Eduardo estaria atualmente em um “lugar incerto e não sabido”. Residente dos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, a PF determinou, em janeiro deste ano, o retorno imediato do ex-deputado ao cargo de escrivão na corporação, sob risco de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” caso ocorra “ausência injustificada”.
O filho do ex-presidente, contudo, usou as redes sociais à época para criticar a medida, que chamou de “perseguição judicial”, e dizer que não entregará o cargo “de mãos beijadas”. Ele entrou para a PF em 2010 como escrivão, mas ficou afastado de suas funções policiais no período em que exerceu o mandato de deputado federal.
Perda do mandato
Eduardo Bolsonaro perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados por atingir o limite de faltas, após determinação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele acumulou 59 ausências não justificadas a sessões deliberativas do plenário. A Constituição prevê limite de faltas e a perda de mandato para o parlamentar que se ausentar a mais de um terço das sessões.
Com o fim do afastamento para atividade política, a PF determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro às funções de escrivão. Ele deveria ter se apresentado em sua lotação de origem, na delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ).
Se Eduardo Bolsonaro não apresentar sua defesa dentro do prazo, o processo seguirá normalmente sem a sua versão dos fatos — a chamada “revelia”.
Fonte: Uol, G1